Publicado por: Leitor Voraz | 18/02/2009

Noite de autógrafos no Rio.

Ontem, aconteceu na livraria Argumento, no Leblon, o lançamento do livro “No país de Obama”.

Muitos amigos e admiradores prestigiaram o correspondente da TV Globo, Rodrigo Alvarez, que distribuiu autógrafos e dividiu conosco sua fascinante experiência de cruzar os EUA para conhecer todas as faces de um país marcado pela diversidade e ouviu o povo que aguardava a posse de seu novo governante.

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Publicado por: Leitor Voraz | 12/02/2009

Convite de lançamento do livro – Rio de Janeiro.

No próximo dia 17/02 (terça feira) às 20h, vai acontecer o lançamento do livro No país de Obama na Livraria Argumento no Leblon com a presença do autor do livro e jornalista da Globo News, Rodrigo Alvarez.

Essa será uma ótima oportunidade pra você conhecê-lo e encontrar muita gente interessante.

Esperamos você lá!

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Publicado por: lilaise | 10/02/2009

Can we?

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Confesso que não acompanho política externa como deveria. Mas essa última eleição nos EUA parece ter tido o poder de chegar aos ouvidos de todo e qualquer homo sapiens no planeta. Nem em época de Copa do Mundo com final entre dois países com três tricampeonatos cada, houve uma comoção tão grande em torno de um único tema. E olha que vivo no Brasil.

Os anos Bush devem ter sido de tão arrasadores que havia a necessidade de mudar completamente. De inovar. De acender uma esperança nos corações norte-americanos; um recomeço. Uma reconstrução da economia, da soberania. Colocar um ponto final numa guerra completamente despropositada, que estava levando os jovens a um lugar distante e por razões desconhecidas e pequenas, frente ao sofrimento da Nação. Era hora de voltar ao topo de mundo. Não, não falo da gestão de Bush Pai.

À época do Clinton, deve ter havido toda essa coisa também, mas a internet não era, assim, esse lance super rápido que é hoje em dia, então a emoção não chegou direito à gente bronzeada e tropical. Além do mais, em tempos de politicamente correto, nada como um negro chegando com pompa e circunstância à Avenida Pensylvania, 1600.

Dizem alguns pesquisadores, que, na verdade, Jesus era negro. Procedente ou não, os Estados Unidos da América encontrou em Barack Obama o seu próprio Messias. E disse pro resto do mundo que é verdade e que ele veio do céu para salvar-nos de todo o mal. Desde que a gente brinque com as regras dele.

De onde estou – na mais profunda ignorância, uns dirão –, não há grandes diferenças entre os cenários de quando Bill Clinton assumiu e desse atual. Claro, os tempos mudaram. As crises mudaram. A forma como a informação se dissipa mudou. Mas a forma qualquer coisa maniqueísta que nossos companheiros de continente encaram a vida, não mudou. Republicano ruim. Democrata bom. E vice-versa, de acordo com a temática dominante no momento.

Espera, deveria estar falando do Obama. Então, do dia para a noite, ele apareceu em todas as mídias imagináveis. Ele tem MySpace. Ele está no Twitter. Nossa, que moderno, que antenado, que hype, você é. Obama! Fora toda a inclusão digital do novo presidente, não percebi nada de inovador. Não há uma mudança drástica em qualquer comportamento já esperado de um presidente.

Daqui da minha arquibancada, Barack Obama é uma releitura de Bill Clinton, só que mais moreno e mais charmoso. Logo, me falta compreensão para entender toda a euforia. Vai ver que não entendo nada disso porque sofro de dislexia rubro-negra e ainda leio Obina sempre que o nome do novo presidente aparece por aí…

Lilaise é jornalista, trabalha numa consultoria e escreve no Chuteira de Salto e Minissaia.

Publicado por: Rodrigo Alvarez | 05/02/2009

Na cidade de Obama

Depois de um começo de ano corrido, por causa da posse de Obama, estou agora a bordo de um avião da Hawaiian Airlines, a caminho de Honolulu. Estava devendo um pulinho aqui na cidade onde Barack Obama nasceu. A viagem que resultou no livro foi feita de carro e não dava pra vir até o arquipélago que fica mais perto de Tóquio do que de Washington. Estou aqui, mais uma vez na companhia do cinegrafista Sérgio Telles, pra fazer uma reportagem sobre Obama.

Logo, logo, num outro post aqui no nosso blogue, eu conto como foi.

Até breve!

Publicado por: Rodrigo Alvarez | 04/02/2009

As primeiras decisões de Obama

Queria comentar aqui uma das primeiras decisões de Barack Obama como presidente, uma que não chamou muito a atenção fora dos Estados Unidos. Achei muito simbólico ele já chegar à Casa Branca retomando a autorização para a transferência de dinheiro do tesouro americano para organizações internacionais que promovem ou fazem aborto em outros países. A medida que proibia esse incentivo foi, também simbolicamente, assinada nos primeiros dias do governo George W. Bush.
É uma decisão corajosa, que mostra, entre outras coisas, a preocupação de Obama com o crescimento populacional em algumas regiões do planeta — o Brasil entre eles. “Nos últimos oito anos, eles (o governo anterior) minaram os esforços para promover um planejamento familiar seguro e voluntário em países em desenvolvimento.” Digo corajosa porque ao promover o aborto Obama vai frontalmente contra os republicanos. Desde que o partido ganhou esse viés “socialconservador”, misturando religião e política, aborto aqui é questão decisiva, divisor de águas muito bem marcado entre os dois partidos dominantes. E, certamente, tirou votos de Obama. Foi, inclusive, um tema que surgiu várias vezes ao longo das conversas com americanos que viraram personagens de No País de Obama. (Uma senhora no religioso estado do Alabama acreditava que se os americanos tivessem mais filhos poderiam resolver a crise econômica.)

E o gesto pró-aborto mostra também que Obama não pretende abrir mão de seus princípios em troca de apoio, mesmo em questões morais que apavoram os conservadores e podem criar obstáculos ao seu governo. Nesse sentido, porém, não devemos esperar decisões solitárias como as de George W. Bush, que, justamente por causa da discussão sobre onde começa a vida (os conservadores costumam responder prontamente que é “no ato da concepção”), foi contra o uso de células-tronco em pesquisas científicas sérias que podem salvar inúmeras vidas — outra medida que Obama está prestes a reconsiderar.

Obama diz que vai estar atento à opinião dos americanos e que deve ser mais moderado em questões morais, agindo mais laica e pragmaticamente. Mas já começou marcando posição.

Até breve!

Publicado por: Leitor Voraz | 02/02/2009

A esperança e o medo

O ano de 2009 inaugurou uma nova era na democracia estadunidense. Pela primeira vez um homem negro, nascido na longínqua região do Havaí, pôde assinar como presidente dos Estados Unidos da América. Barack Obama renovou as esperanças do povo americano em seu próprio país, constituído com muito suor (e muita luta!). O povo votou na mudança, e torce para que ela aconteça.

Mas os desafios de Obama são gigantescos; será preciso muita esperança para mudar o cenário atual. A economia desce ladeira abaixo, com o fraco crescimento de 1,3% em 2008. Embora seja pouco, foi um resultado comemorado pelos analistas. Esperava-se algo muito pior.

No entanto, o último trimestre de 2008 já mostrou o que está por vir no ano atual, primeiro do governo Obama: com um encolhimento de 3,8% (índice anualizado) do PIB, é inevitável que mais empregos sejam perdidos, mais empresas sejam fechadas e mais dinheiro vire pó.

A classe média americana acredita na mudança, mas não esconde o medo de perder seu emprego ou não ter condições de arcar com os estudos dos filhos. A fé em Obama ainda prevalece, tanto que o presidente tem altíssimos índices de aprovação, mas só com o tempo saberemos se o “otimismo” gerará resultados. Por enquanto, a esperança ainda não venceu o medo.

- Thássius Veloso é estudante de jornalismo, editor do blog Memórias Fracas e repórter do Tecnoblog.

Publicado por: Leitor Voraz | 29/01/2009

A posse de Obama, segundo Pedro Dória

Em 20 de janeiro, uma quarta-feira, o mundo parou para ver a posse do primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Embora as televisões brasileiras tenham feito uma cobertura extensiva daquele momento, nada como ter alguém nos próprios EUA mostrando sua visão do evento.

Foi isso o que o jornalista Pedro Dória fez. Durante toda a posse, ele gravou vídeos que você pode assistir logo abaixo. Os vídeos foram publicados originalmente nesse post e nesse post, sendo que Dória autorizou a replicação dos mesmos no blog “No País de Obama”.

A véspera da posse

 

A posse

Publicado por: Dorly Neto | 27/01/2009

No mundo de Obama

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Passados oito anos de  governo Bush, os americanos buscam esperança. E foi nas últimas eleições que eles optaram pela esperança ao invés do medo (sem alusões à campanha Lula em 2002). Quem está trazendo este sonho para o povo americano é Barack Hussein Obama, um homem que transpira superação.  Filho de pai negro, mãe branca e um padrasto asiático, essa combinação de povos será essencial para entender as necessidades do mundo ao governar o maior país do planeta.

Mas será que toda essa esperança não está cegando a realidade? Será que oito anos de um péssimo governo não fez o povo americano escolher mal? Ou pior, escolher ‘mais do mesmo’? Um fato muito interessante foi levantado pelo jornalista Sidney Rezende. No discurso de posse do Obama, ele disse: “A América é amiga de cada nação interessada na paz e estamos prontos para liderar de novo”.

Liderar de novo, ou seja, poderemos fazer paz com o mundo, desde que nós sejamos os líderes, continuemos por cima e com a soberania intocável. Unir um país quebrado por uma devastadora crise para voltar ao poder. Roosevelt usou a mesma filosofia para controlar a Crise de 29, e conseguiu, então por quê não fazer mais do mesmo?

Bill Clinton foi a esperança democrata da década de 90 para novamente fazer dos EUA uma potência mundial, e Obama tem tudo para continuar este caminho. Em menos de 1 mês de governo, políticas pró-ciência, pró-natureza e pró-tecnologia já estão sendo feitas, não como um pensamento para o crescimento mundial, e sim para a dominação de todos os setores importantes da nova economia mundial, que girará em torno da sustentabilidade e da natureza.

Posso estar muito enganado, e tomara que eu esteja, mas o governo de Obama não me parece algo inovador, é apenas um presidente negro continuando o que quarenta e três outros presidentes brancos não conseguiram alcançar, o American Dream.

- Dorly Neto é estudante de jornalismo, editor do blog Capetalismo e repórter do site SRZD.

Publicado por: Patricia Haddad | 26/01/2009

Um passo adiante

Quase todo estudante de jornalismo ouviu em seus primeiros dias de aula a seguinte história: “Quando um cachorro morde um homem, temos um fato corriqueiro; quando um homem morde um cachorro, aí sim temos algo a noticiar.” Nos dois casos, a ação é a mesma – uma mordida – e os personagens também são os mesmos – um homem e um cachorro. A questão é a inversão dos papéis, o inusitado, o inesperado. Isto faz toda a diferença.

Passando do jornalismo para a política, a eleição de um novo presidente em determinado país, apesar de inevitavelmente sair em todas as capas de jornais, é apenas mais um fato comum, que acontece com certa periodicidade. Alguns resultados até chegam a surpreender, mas dificilmente ganham maiores proporções. No entanto, a recente escolha do novo chefe de uma nação entrou para a história mundial. Os Estados Unidos da América elegeram Barack Hussein Obama, um negro, como presidente da mais poderosa nação deste planeta.

Chega a ser difícil acreditar que em pleno século XXI a quantidade de melanina de uma pessoa seja o principal ingrediente de sua fama. Mas é. Os Estados Unidos têm uma longa história de racismo e segregação. Entre 1876 e 1965, o país que já tinha passado pela Guerra de Secessão viveu sob as leis de Jim Crow que, entre outras coisas, determinava a existência de instalações separadas para brancos e negros em locais públicos. Por isso, a eleição de um negro para comandar o país ganhou dimensões até então inimagináveis.

A mãe de Obama, Ann Dunham, era americana e… branca. Mas o pai, também Barack Obama, era um negro queniano. Para uma grande maioria de norteamericanos, isso seria motivo suficiente para rejeitá-lo. Não bastasse a questão racial, a família do democrata é muçulmana. No entanto, no dia 4 de novembro de 2008 o povo americano nos mandou um recado: era chegada a hora de mudar, e eles podiam mudar. Com 52% do voto popular e ampla maioria no Congresso, um negro foi escolhido para ser o 44º presidente dos Estados Unidos da América.

Em se tratando da maior potência internacional, tudo o que acontece por lá tem reflexos imediatos nos quatro cantos do planeta. O grande passo adiante dado pelos americanos rumo a uma mudança de comportamento foi comemorado por quase todos os países. Guardadas as devidas proporções, é como se Obama tivesse sido eleito para governar o mundo. De certa forma, os Estados Unidos têm participação em todas as guerras que vemos diariamente na tevê. E agora, todos nós depositamos nele, em maior ou menor grau, a esperança de que a paz não seja mais uma meta, mas uma conquista concreta.

Passado este primeiro impacto de se ter um afrodescendente comandando os americanos – e, por tabela, o restante do mundo –, espero que passemos a enxergar Barack Obama apenas como um jovem advogado, ex-senador e homem extremamente preparado para conduzir uma nação com pulso forte; um homem com talento para pôr fim a muitos dos grandes conflitos atuais; um homem capaz de reerguer a economia americana, aliviando as finanças mundiais. Homem este que, apenas por acaso, é negro.

- Patrícia Haddad é jornalista e editora do blog Sobretudo.

Publicado por: Pedro Araujo | 22/01/2009

Tudo está mudando

obamaChange. Ou em bom e claro português, mudança. Essa foi a grande promessa de Barack Obama durante sua campanha rumo ao posto que ocupa desde a última terça-feira, 20 de janeiro de 2009, o de presidente dos Estados Unidos da América.

Ser o primeiro negro a se tornar líder de Estado na terra do Tio Sam, foi apenas a primeira delas. Ao mesmo tempo em que quase 8 milhões de pessoas assistiam a sua posse ao vivo pela internet, o site da Casa Branca também era reformulado, com frases como “Uma nova era nos serviços públicos” e “A mudança chegou à América”. Não tenho dúvidas de que esse site será peça importante na divulgação de todo o trabalho de Obama na presidência, afinal a sua presença no mundo online durante toda a campanha virou referência para o mundo todo. Ninguém jamais foi tão competente nessa atuação quanto Obama e sua equipe.

O que dizer então do twitter da Casa Branca? Apesar de o perfil contar com atualizações freqüentes já na época de Bush, o número de seguidores disparou de uma forma impressionante. No último dia do presidente republicano, eram cerca de 3.800 seguidores. Hoje, dois dias após a posse de Barack Obama, já são mais de 15.000!

As mudanças não param por aí. Até Fidel Castro, rompeu seu silêncio que já durava mais de um mês, e disse que não tinha dúvidas da honestidade do novo presidente americano. Claro que também não poupou uma alfinetada aqui e ali, mas o simples fato do líder cubano elogiar Obama, já é algo inédito.

Mudar? Yes, he can. (Sim, ele pode.)

Foto: Reuters

- Pedro Araujo é publicitário e editor do Blog na TV.

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